sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Primeiro passo: Reconstruindo nosso “Eu”

Parte Dois – Conseqüência do “Eu” ao mundo exterior


Aproveitando a linha de raciocínio que desenvolvemos no texto Parte Um – O que nos torna um “Eu”, aprofundar-nos-emos um pouco mais nesse trabalho, a fim de encontrarmos o ponto capaz de nos possibilitar o pleno entendimento de todas essas questões.

Após nós, indivíduos diferentes em essência, sermos alvos, ou não, de distintas R.I.F.’s, seremos pessoas bem diferentes, ou não. Pense num conjunto de pessoas diferentes ou não; que tipo de relação se estabelece entre esse grupo e o mundo ai fora?

Pensem nisso senhores(as), pois esse, será o nosso principal objeto de estudo a partir de agora. Da relação que o “Eu” de cada indivíduo estabelece com o mundo, com o “meio exterior”.

Muito embora cada indivíduo trabalhe seu “Eu”, devemos estabelecer uma forma, como em grupo, este mesmo indivíduo será capaz de ser agora, diretamente, formador do que está a sua volta.

Muita atenção, não queremos dar passos maiores que as pernas. Neste primeiro momento, pense acerca do seguinte exemplo:

Duas escolas idênticas em sua estrutura, oferecendo o mesmo ensino, com igual material físico e humano; ou seja, com condições idênticas para o aprendizado de determinado grupo de jovens. Essas duas escolas se encontram em locais diferentes, com grupo de jovens diferentes. Portanto é lógico afirmar que material humano trabalhado da mesma maneira produzirá, a partir destes jovens, níveis de aprendizados diferentes.

Supomos que na escola A os professores se dediquem ao máximo, tendo em vista que seus alunos estão ansiosos pelo conhecimento. Já na escola B, temos alunos que mostram-se desinteressados, factualmente, nenhum dos jovens presentes, gostariam de sequer freqüentar uma instituição de ensino.

Neste contexto temos um sutil exemplo de como diversos “Eu” criam, modificam, o meio exterior.

Se este exemplo não lhe convenceu, darei uma prova bem mais substancial. Buscarei na história a fundamentação para esta teoria, pois a relação que estudamos está presente no mundo desde que os seres humanos vivem em sociedade.

O Império Romano, outrora fora “o mundo”, a veracidade desta subjetiva, porém, verídica afirmação, é fácil de se comprovar. Qual outra sociedade nos deixou um legado tão substancial quanto Roma? O direito, a justiça como conhecemos engatinhava no seio daquele império. Quando na história ouvimos a palavra República soar tão firmemente como em Roma?!

Admito que outras sociedades foram ápices, inegavelmente, tão importantes que também hoje moldam nossa sociedade, como seria o caso da Grécia Antiga, berço de grandíssimos filósofos, dentre tantos outros exemplos citáveis.

Mas, Roma, é quase uma sociedade equivalente a nossa, claro, guardadas as proporções potencializadas pelo tempo, no entanto, ao olhar atento, parece assustador, aquela tão antiga sociedade, por vezes, parece ser um reflexo turvo, desfocado, de nosso mundo.

É justamente essa semelhança, brevemente assustadora, sobre a qual faço referência; Roma, repleta de riquezas, o berço de um mundo, experimentou o amargo sabor da degradação de sua sociedade, sem que fosse notado. A falta de valores morais, ou a deturpação do mesmos, agiram como um ácido que lentamente coroe os alicerces da dignidade humana, e quando notado, já devastou toda uma realidade.

Isso aconteceu, o mundo foi tomado por escuridão.

Como conseqüência da postura corrupta, inescrupulosa, desde o Imperador Romano até um simples homem, todos eles se renderam ao lado sombrio da vida. A conseqüência foi a “extinção” de uma sociedade, o Império Romano, não mais existe, pois os homens romanos o destruíram.

É justamente aí, esse é o ponto. O mundo que você tanto critica, do qual, por vezes você é vítima. Ele é sua criação, se você cruza os braços, a culpa é sua. Quer um mundo melhor, crie um.

Faça sua parte sem esperar nada em troca, faça isso com sinceridade, alguma vez você já tentou?! Não crie expectativas, faça apenas porque é certo, o melhor a se fazer. Sobre isso, falaremos mais em outra oportunidade, em meu terceiro e último texto da série “Reconstruindo nosso Eu”.

Chegamos, depois de toda essa reflexão, à premissa: O mundo que nós habitamos não passa do reflexo do que realmente somos.

Forte não?! Difícil de aceitar; somos culpados, todos nós somos 100% culpados. Na realidade talvez você não esteja preparado para aceitar isso, talvez poucos estejam. Faz parte do ser humano tentar se eximir da culpa, mas enquanto não formos capazes de absorver essa culpa bem, estaremos à sombra do lado sombrio.

Essa teoria de difícil aceitação, batizo de Teoria da Reação Reflexiva.

O mundo nada mais é do que um breve reflexo de cada um de nós.

Senhores, a história está aqui, ela não pode ser ignorada, enquanto estivermos atentos a ela, teremos a chance de estudar-nos. Não se esqueçam, a história se repete, a vida é um ciclo vicioso, portanto, a história tende a se repetir continuamente, pois o homem em sua essência é o mesmo.

Roma teve uma segunda chance, Octávio, então sucessor de Caio Julio César, moralizou a sociedade, restabelecendo os princípios de honra e justiça. Cabe a nós, lutarmos contra esse cançer.

Gostaria de pedir que todos refletissem sobre isso, pois em meu próximo texto fecharei esse estudo, trazendo mais alguns fundamentos, e, desenvolvendo nosso objeto de estudo.

Espero que este texto tenha alcançado êxito em criar uma conexão entre o que nós somos, e o que o mundo é. Os princípios utilizados são de simples entendimento, trata-se de um texto de fácil leitura. É verdade, eu poderia ter ido mais além em nosso estudo, no entanto, embora seja um texto de lógica simples, a aceitação dos fatos aqui descritos requerem alguma aceitação, portanto, fez-se necessário interromper o estudo, para no próximo texto, “Um novo Eu, um novo mundo”, assim, concluiremos o assunto e finalmente poderemos entender onde erramos, e ainda, saberemos o necessário para começarmos uma pequena revolução.

texto de: Bruno Neiva de Assis

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Primeiro passo: Reconstruindo nosso “Eu”


É impossível pensar em tornar o mundo melhor, sem antes começar a entender o que está errado no nosso Eu. Isso mesmo, como imaginar uma transformação se não estivermos perceptíveis as limitações do nosso Eu. Então, antes de estarmos aptos a transformar outras pessoas, a sociedade, devemos transformar-nos em pessoas minimamente preparadas espiritualmente.

Acalmem-se, pois não tenho alguma pretensão de estender-nos aos caminhos de Deus (ou Deuses, respeitando quaisquer que sejam suas crenças). Quando invoco o Espírito, faço-o com o sentido de potencializar a idéia de alma, de espírito, da essência do homem.

Analisando-se a perspectiva da influência do meio sobre o homem, e do homem sobre o meio, qual é o parâmetro de ação destas relações, considerando o homem de qualquer realidade cultural? Antes de responder pare por um instante para imaginar qual é o papel do homem no mundo, reflita sobre tudo isso. Já pensou? Chegou a alguma conclusão? Não, então vamos refletir juntos sobre tudo isso.

Sendo todo homem um ser dotado da capacidade de pensar, podemos dizer que o mesmo faz uso do livre-arbítrio para dirigir o rumo de suas ações, de sua vida. Certo, então podemos dizer que a essência deste homem é o resultado de suas escolhas? A resposta é sim e não; por ora, vamos nos abster de outros questionamentos, focando momentaneamente apenas nesta questão.

“O homem é o resultado de suas escolhas, sendo assim, moldando por elas”. É verdade que nós somos, principalmente, resultado dos caminhos que vamos seguindo em nossas vidas, entretanto, o exterior ao homem, o meio no qual está inserido, influência na formação de sua essência. Portanto, o homem pode ser orientado na caminhada da vida. Ninguém nasce predestinado a ser um grande homem, um homem torna-se grande, ou não, durante sua vida.

Esclarecido isto, vamos a parte que considero relativamente difícil de entender; estudar como o homem interage com o mundo.

Essa interação sofreu uma brusca mudança na forma pela qual atualmente se dá. Anteriormente, seria mais fácil analisar tal relação, pois hoje o acesso a todo tipo de cultura, e até mesmo de informação é simples, fácil.

Portanto, o mundo age principalmente de duas formas a moldar um homem. Através da cultura e da informação. Vamos analisar separadamente esses dois elementos.

· Da cultura;

Esta, podemos dividir em duas vertentes de ação, independentes e igualmente importantes.

Num primeiro momento a cultura age de forma singular, ela está lá com o indivíduo, está tão presente no meio como o próprio ar, e este indivíduo a agregará involuntariamente (mesmo que de forma parcial); devo fazer uma ressalva: até nos meios “ausentes de cultura” há cultura presente, mesmo que primitiva e involuntária, mas o fato é, ela está lá. Pense nas periferias de São Paulo, nas favelas do Rio de Janeiro, ela está lá, formando o meio e influenciando a essência destes indivíduos.

Posteriormente pensamos num homem, que devido à globalização é capaz de buscar em qualquer lugar do mundo o conhecimento, a cultura, religião, ou qualquer coisa que queira sem sair de casa, tudo através da grande rede, a internet.

Este veículo de informação, a internet, é capaz de levar essa jovem através de diversas culturas, fazendo-o agregar culturas qualquer tipo de cultura, assim nasce um novo tipo de homem, mais complexo, formado por incontáveis experiências culturais. É este indivíduo, agora mais complexo, devido a esta variedade de culturas que se encontram a disposição, que é o homem contemporâneo.

· Da informação;

Quando vinculamos a informação a todo este processo, não restringimos-na a informação educacional, ou intelectual, ou mesmo a factual (jornalística). Referimos-no sim a todo esse conjunto, do qual se estabelece essa rede interativa de formação, capaz de moldar a alma, a essência de um indivíduo.

Sendo isso verdade, chegamos à premissa:

Vimos anteriormente que a cultura pode agir de novas formas, devido ao processo denominado globalização. Assim como ela, a informação, atualmente disponibiliza das mesmas ferramentas para influir na formação de um indivíduo. Esse fenômeno presente em ambas às formas de moldar o homem, a informação e também na cultura, será denominado de Rede Interativa de Formação, ou simplesmente R.I.F..

Você deve está pensando que sou um idiota?! Como pode um indivíduo ter real liberdade para se tornar um homem desenvolvido, e simultaneamente, sofrer a influência da R.I.F, a qual, torna-a uma simples marionete?!

Se o parágrafo anterior não lhe pareceu um absurdo, e esse questionamento perturbou sua convicção quanto ao nosso estudo, bem, acredito que devemos ter um pouco de atenção aqui, pois como eu havia anteriormente avisado, essa é a parte difícil.

Tentarei agora ser mais objetivo. Primeiro temos que aceitar o seguinte fato: nosso objeto de estudo não é “exato”. Entenda, um mais um é igual a dois? Sim e não, pode ser ou não. Aceite isso como verdade absoluta, pois se você não aceitar que um determinado grupo de fatores, iguais (considere exatamente a mesma R.I.F.), exposto da mesma forma, pelo mesmo tempo, a indivíduos diversos, resultará em homens diferentes, pois mesmo que ainda bruta, suas essências eram inicialmente diferentes.

Imagine dois carros, um Volvo Sedan e uma Ferrari, ambos são carros, assim como ambos os indivíduos são seres humanos. Idênticos, pois possuem os mesmos membros, órgãos, etc., mas ainda assim são igualmente seres humanos. Ou seja, são indivíduos iguais que diferem em sua essência.

Voltando aos carros, vamos equipar os carros com os mesmos bancos esportivos, mesma pintura, e diversos outros acessórios idênticos. Ao final teremos dois belos carros tunning, e embora tenham sido equipados com os mesmo acessórios, ainda assim não são iguais, o resultado final foi diferente, muito embora agora ambos sejam carros tunning, com características muito semelhantes.

Isso é só o começo. Acredito ter obtido êxito em explicar-lhes “O que nos torna um Eu”, será a partir destes conceitos que no próximo texto, nos aprofundaremos um pouco na “Conseqüência do Eu ao mundo exterior”, a segunda parte do meu trabalho “Construindo o nosso Eu”. Trata-se apenas do primeiro passo para encontrarmos um mundo melhor

texto de: Bruno Neiva de Assis

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A divina comédia

. Refletir sobre a vida desgasta nossa mente. Nos vemos cercados de tanta desigualdade que nosso primeiro reflexo é cair de joelhos. Num segundo instante sentimos nosso corpo arder, esta revolta guia todo corpo, sendo impossível, uma mente temporariamente intorpecida, capaz de trazer a si a verdadeira esperança, e guiar qualquer coisa a Luz.

. Este é o ponto crucial, onde deveríamos serenamente refletir. O que mudará se em resposta a toda e qualquer desigualdade, injustiça, ou qualquer forma de fazer o mal, ou de não fazer o bem, formos capazes de responder adequadamente, deixando de lado toda tempestividade que persevera em tomar conta de nós?

. Está será minha audaciosa missão, tentar buscar uma forma de chegar a Luz. Para tanto, buscarei na história o conhecimento capaz de guiar este humilde Servo da Luz à Luz.
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. Partimos, a contar de hoje, em busca de nós memos, que este seja o primeiro passo para chegarmos à Luz.

. Porque divina comédia? Pense, não chega ser quase sarcástico o fato de nós seres huamanos termos uma perspectivatão obscura? Não deveria um animal racional ser capaz de abster-se na maior parte das vezes de seus desejos egoístas?

. Portanto, acredito, que nesta primeira fase se adequa a intitulação de “Divina Comédia”.
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. por: Bruno Neiva